sábado, 12 de junho de 2010

A arte da sedução!

    Uma breve pausa na sessão "vestígios de uma adolescência melancólica" pra um "Je ne sais quoi" de solteiro em dia dos namorados, ninguém lê mesmo! ^^


                           
   
    Dia desses minha irmã comentou comigo que uma de suas colegas de trabalho (linda a diaba!) havia se interessado por mim, mas desconversou quando soube que eu não estou trabalhando...

    Preciso de uma vida urgente! Esquecer ensino superior, arrumar um emprego qualquer e sair da casa dos meus pais, vinte e poucos anos, chega! Doa a quem doer, quem sabe algo de bom me aconteça. Admitir deficiências na juventude é difícil, mas quanto antes dá-se a resignação, mais tempo temos pra reoganizar nossas vidas. Mais uma vez vida! Vida implica em felicidade, que em grande parte (ao menos pros infelizes que assistiram desenho animado demais durante a infância!) se resume num amor conjugal, aquele que os casados tanto duvidam! No meu caso amor heterosexual também, minha sexualidade é de suma importância, já que ela é justamente a centelha do texto, deixa eu explicar...
    Sabemos que é inerente a maioria das espécies do reino animal (não sei nas matriarcais) um duelo entre os machos pela(s) fêmea(s). Pois bem, isso acontece das mais variadas formas, seja lutando, cantando, dançando, inflando, desfilando, presenteando, construíndo ou tantas outras inacessíveis a nós, caso dos delfins (golfinhos! Não conhecia a palavra há até pouco tempo e claro, pensei imediatamente em dolphin, ambas de origem grega "delphys". Não sei como vivi sem saber disso...). Poderíamos simplificar toda essa extensa arte de seduzir, chamando-a apenas de poder ou charme; assim, cada indivíduo seria mais ou menos charmoso, de acordo com a sua disposição biológica. Quanto a nós,  essas características há muito já não são fator determinante (talvez nunca tenham sido..) pra "Elas" na hora de escolher um parceiro visando uma relação estável e duradoura, coisa que salvo no antigo Egito, só aconteceu mesmo a partir do séc.XX, mas não significa por exemplo que na pólis grega não houvesse a donzela publicamente oprimida, mas opressora desde do primeiro olhar...
    Ocorre que com a inserção da moeda em nossas sociedades, a proximidade entre dinheiro e "charme" parece ter se estreitado cada vez mais e a nossa disputa tomado caráter monetário, culminando na selvageria do capitalismo de hoje. Mulheres... Quase como se eu as culpasse de alimentar essa corrida desesperada por capital, por deixarem um rastro de miséria como as lesmas deixam o rastro de gosma, pela escassez dos recursos naturais, pelo sonho do primeiro carro dos nove entre dez adolescentes brasileiros e por parirem o menino Jesus!

Ahh cabritas!     
Amo-as todas!

Um comentário:

  1. rs... Sensacional seu texto! E fui ler seu comentário em meu blog somente hj! Serei frequentadora assídua de sua página, gostei do tom que impera por aqui! Abraços!

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