segunda-feira, 31 de maio de 2010

Presente do Indicativo

    Lembro-me que quando criança eu costumava brincar de voltar no tempo, só não sei exatamente o porque... Será que desde pequeno eu lido com o arrependimento de maneira tão covarde? Nunca me senti tão covarde como hoje; desejei tanto a partida dela durante esses útimos meses e agora que ela está literalmente longe, todas aquelas emoções confusas que gladiavam pela minha atenção tornaram-se um só desespero. Claro que sou adulto e sei que ela é apenas a ponta do iceberg, choro por mim, pela minha covardia sem fim que me tornou incapaz e chato, choro por não suportar meu pai que certamente é uma das poucas pessoas que me amam e que não deixam minha "pseudo-esperança" de um futuro corajoso esvair. Esse deveria ser o ponto crucial, a chave da minha solução...

 Não sofrer o amanhã!

 Mas contrariando centenas de livros de auto-ajuda, essa solução me parece outra utopia desses nossos dias de formigueiro. Sinto no presente, mas é como se no céu fosse exibida uma sessão interminável sobre meu futuro e todas as coisas ao meu redor fossem espelhos mudando de ângulo o tempo todo.

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